500 Milhas de Indianápolis
A Cummins e as 500 milhas de Indianápolis:
Uma tradição de longa data em corridas
O fundador da Cummins, Clessie Cummins, foi membro da equipe de apoio do carro vencedor na corrida inaugural das 500 milhas de Indianápolis em 1911. Esse fato sozinho já mereceria um lugar de honra em nossa história, mas nossa relação com essa corrida não para por aí. A Cummins construiu muitas memórias preciosas com "O Maior Espetáculo das Corridas" ao longo dos anos.
Aqui estão alguns de nossos favoritos:
1911: A primeira corrida das 500 milhas de Indianápolis
Em sua juventude na região central de Indiana, Clessie Cummins era bem conhecido por suas habilidades em mecânica. Ele trabalhou por um curto período em quatro indústrias relacionadas à área automotiva antes de se estabelecer na Nordyke and Marmon. Na corrida inaugural das 500 milhas de Indianápolis, em 30 de maio de 1911, Cummins atuou como membro da equipe de apoio para o Marmon Wasp, dirigido por Ray Harroun, que se tornou o primeiro vencedor da corrida.
1931: 500 milhas com US$ 1,40 de combustível
A Grande Depressão atingiu duramente o 20º ano da corrida. O proprietário da Indianapolis Motor Speedway, Eddie Rickenbacker teve muita dificuldade para encontrar carros para colocar na pista, mas deixar um carro movido a diesel participar da corrida era uma novidade. Nenhum regulamento enquadrava os veículos diesel. O AAA Contest Board teve que registrar o carro de demonstração em uma categoria especial de engenharia, pois ele não era admissível segundo as regras considerando seu peso muito alto e o deslocamento muito grande de seu motor.
Cummins não esperava vencer. Ele e sua equipe tinham um objetivo diferente em mente. Ele queria apenas uma oportunidade de mostrar ao mundo a eficiência do combustível e a durabilidade do motor diesel. O Cummins Special número 8 qualificou-se com uma média de velocidade de 97 mph. Dois dias mais tarde, com Dave Evans ao volante, o carro tornou-se o primeiro a correr todo o percurso sem parar, terminando em 13º com gasto de apenas US$ 1,40 de combustível.
1934: A pista de corrida torna-se uma pista de teste
Três anos depois de colocar o Cummins Special na pista de corrida, Cummins retornou com não apenas um, mas dois motores competindo. Cummins estava interessado em testar a eficácia do projeto de motor de 2 tempos versus 4 tempos quanto à durabilidade e eficiência.
Durante a corrida, o motor de 2 tempos teve inúmeros problemas enquanto o de 4 tempos apresentou-se bem até a 270º milha, quando o piloto do veículo arruinou sua transmissão na saída de sua primeira passagem no pit stop. O teste pode ter selado o destino do motor de 2 tempos. Os motores diesel Cummins têm sido 4 tempos desde então.
1950: Os recordes de velocidade passam às mãos do "The Green Hornet"
Dezesseis anos de passaram antes que o Cummins diesel aparecesse novamente nas pistas da Indianápolis. Nessa época, os motores Cummins eram a base da indústria de caminhões comerciais, e os engenheiros da Cummins queriam demonstrar que esses potentes motores poderiam também correr de forma excepcional. Eles fabricaram um motor Cummins de 4 tempos no modelo JS-600 em alumínio leve e adicionaram um supercarregador. O motor utilizado para a qualificação desenvolvia uma potência de frenagem de 345 bhp a 4.000 rpm.
Apelidado de "The Green Hornet", o carro foi qualificado a 129 mph e começou na 33ª posição. No dia da corrida, ele correu consistentemente metade da corrida, e estava na 16ª posição quando uma falha mecânica o forçou a abandonar a corrida. No final daquele ano, o mesmo carro de corrida Cummins estabeleceria seis recordes de velocidade nos EUA e internacionais no Bonneville Salt Flats.
1952: O único diesel a conquistar a primeira posição
Em 1952, Cummins voltou à Indy 500 com outra inovação para as pistas: turbocompressão. Graças ao seu motor de projeto lateral único, o carro era dotado de um centro de gravidade baixo e de uma transmissão deslocada que oferecia melhor controle nas curvas inclinadas. O veículo Diesel Special número 28 da Cummins foi também o primeiro carro da Indy testado em túnel de vento quanto à aerodinâmica.
Os resultados foram surpreendentes. Freddie Agabashian tomou o volante do carro número 28 na pista. A banda de rodagem de seu pneu dianteiro direito tinha sido arrancada, mas ele mesmo assim obteve a primeira posição graças ao tempo de uma curva (139,104 mph) e das quatro voltas (138,010 mph) mais rápidas da história do Indianapolis Motor Speedway.
O Diesel Special Cummins teve que abandonar a corrida na metade, pois a entrada do turbocompressor entupiu com resíduos de borracha originários da pista, mas o sucesso do carro provou que a turbocompressão é uma tecnologia viável na pista e ajudou os engenheiros a refinar o sistema de alimentação inovando o PT da Cummins.
1987: Um corredor de última hora se inscreve nos livros da história
O patrocínio do carro 1987 da Cummins foi resultado de várias decisões de última hora. O carro na verdade havia sido aposentado das corridas e estava em exibição no saguão de um hotel. Duas semanas antes da corrida, Cummins e a Penske Racing se uniram para patrocinar o carro e entrar na corrida. Na última hora, um piloto foi escolhido para o Cummins Holset número 25, um piloto que conhecia um bocado sobre corridas automobilísticas: ninguém mais que o tricampeão das 500 milhas de Indianápolis, Al Unser Senior. Graças a uma brilhante estratégia de abastecimento, Unser conseguiu finalmente ficar no primeiro lugar durante a última volta e conquistou a vitória.
Cummins destaca a inovação e a inspiração resultantes desse lendário evento. O mesmo amor aos motores e à tecnologia que inspira os proprietários, pilotos e equipes de apoio nas pistas inspira os engenheiros, pesquisadores e profissionais de serviço na Cummins.